08 maio 2017

Resenha: "Círculos de Chuva" do autor Raphael Draccon

Oiii pessoal!!!

A resenha de hoje é do livro "Círculos de Chuva – Dragões de Éter III" do Raphael Draccon, publicado pela Editora Leya Brasil em
2012, contendo 534 páginas.

Fonte da imagem: https://www.amazon.com.br/

Sinopse: Nova Éter é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Hoje, Arzallum, o Maior dos Reinos, tem um novo Rei e vive a esperada Era Nova. Coisas estranhas, entretanto, nunca param de acontecer… Dois irmãos sobreviventes a uma ligação com antigos laços de magia negra descobrem que laços dessa natureza não se rompem tão facilmente e cobram partes da alma como preço.
Uma sociedade secreta renascida com um exército de órfãos resolve seguir em frente em um plano com tudo para dar errado em busca do maior tesouro já enterrado, sem saber o quanto isso pode mudar a humanidade. O último príncipe de Arzallum viaja para um casamento forçado em uma terra que ele nem mesmo sabe se é possível existir, disposto a realizar um feito que ele não sabe se é possível realizar. Uma adolescente desperta em iniciações espirituais descobre-se uma mediadora com forças além do imaginário. E um menino de cinco anos escala uma maldita árvore que o leva aos Reinos Superiores, ferindo tratados políticos, e dando início à Primeira Guerra Mundial de Nova Éter.

O último livro da série é, obviamente, decisivo. Lendo Círculos de Chuva, você vai se deparar com muito mais ação do que nos outros dois livros e posso dizer que me deixou com gostinho de quero mais!
É curiosa a mudança de textura na história.  No primeiro livro, temos o ataque de um pirata e uma bruxa ao reino de Arzallum; no segundo, o torneio de pugilismo reunindo Campeões de reinos em Nova Ether e explorando como nunca o protagonista Axel Branford; no terceiro, temos a Guerra Mundial que gera cenas totalmente “inéditas” e sanguinolentas. Essa mobilidade de gênero é interessante, mas, ao mesmo tempo, também é perigosa e suscetível a causar maior desagrado entre os leitores que se apegam demais a determinado gênero moldado pela narrativa.
Na minha opinião, esse é o melhor dentre os anteriores! A narrativa se mostra envolvente, agitada, fluente e é claro, com a simplicidade metafórica própria do Raphael Draccon.
O livro se passa no cenário caótico da guerra, a Primeira Guerra Mundial do Ocaso! Os nervos de todos estão à flor da pele e é chegada a hora de decisões difíceis e imponentes, de ações fortes, decididas e de fé, muita fé no semi-deus Criador.
Todos os personagens principais tem um papel fundamental na guerra e toda a filosofia que isso envolve é fantástica!
Me surpreendi com o príncipe Axel e a capitã Bradamante. O poder persuasivo – positivo – de Axel foi fantástico e a luta da Bradamante foi de tirar o fôlego.
Não posso deixar de mencionar os momentos de risada e emoção, já característicos em minhas leituras de Dragões de Éter, embora menos frequentes nesse volume, quase todos endereçados a João Hanson e Ariane Narin. 
Aproveitando-se constantemente dos contos de fadas, Draccon é inspirado agora pela Terra do Nunca. Esse lugar mágico na infância de qualquer criança ganha uma roupagem um pouco diferente neste livro.
Em suma o livro foi bem escrito e o final levemente vago, mas não o vago ruim, foi mais para aquele tipo de vago que te faz devanear sobre o que acontece com os personagens, o tipo de vago que te faz imaginar. Queria que tivesse outro!!
Gostei  bastante da saga e do seu desfecho. Recomendo essa fantástica leitura! 

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